Desafios atuais de um estudante de psicologia - Palestra Ana Bock

Palestra com Ana Bock

A palestra com Ana Bock ocorreu via chamada de vídeo no Centro Universitário Uninta de Itapipoca, assista à mesma no canal do Centro Acadêmico de Psicologia Ana Bock:



Ana Merces Bahia Bock é graduada em Psicologia, fez mestrado e doutorado em Psicologia Social na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, passando a lecionar na mesma. 

Na palestra que realizou em 2023, no Centro Universitário Uninta – Inta – Campus Itapipoca, transmitida ao vivo, trouxe algumas questões e levantou problemáticas, gerando reflexões enriquecedoras para um melhor aproveitamento da trajetória acadêmica dos graduandos do curso de Psicologia.

O primeiro ponto que ela falou a respeito foi a contribuição/incentivo na promoção da diversidade, visto que a universidade é um ambiente plural e heterogêneo, sem nenhum espaço para preconceitos, pelo contrário, segundo a mesma: “A vida acadêmica é a formação de uma vida cidadã”, não há como separar a nossa vida pessoal da vida acadêmica, profissional ou cidadã, pois estão interconectadas.

Outro ponto importante comentado foi acerca da amplitude que o meio acadêmico possui, não se limitando apenas à sala de aula, mas proporcionando a oportunidade de se engajar em projetos, realizar pesquisas, participar de debates, sejam estes formais ou não, e construir uma vida afetiva na universidade, e no caso de haver escassez de projetos, como grupos de estudos, ter a ousadia e iniciativa de, juntamente com colegas, criar novos projetos que atinjam as demandas e expectativas dos acadêmicos.

“O desafio do conhecimento é: qual é o melhor conhecimento cabível à minha sociedade?”, nessa terceira pontuação Ana Bock comenta que a teoria é importante, mas não é tudo, o enfrentamento vale mais, a universidade é um ambiente de “perguntação”, um lugar de dúvidas, diferente, por exemplo, de uma igreja, não é um local que fornece a Verdade (com “V” maiúsculo), as teorias são afirmações e verdades (com “v” minúsculo”, são afirmações temporárias e passíveis de mudanças mediante a novas descobertas, usando de tal exemplo para fazer uma distinção entre o campo científico e o campo religioso, respeitando a liberdade religiosa.

A resposta faz valer a pergunta, mas há um exercício permanente em perguntar, mais importante que teorizar é criar um vínculo de responsabilidade com a problemática trabalhada, é isso o que nos torna bons profissionais após a formação, que envolve também um vínculo de responsabilidade com as pessoas com quem vamos trabalhar, a sociedade não espera ouvir teorias, o que as pessoas buscam são resoluções de problemáticas, ou seja, menos palavras e mais atitudes.

Por fim, Ana Bock comentou sobre o “desafio do diálogo”, saber se o nosso conhecimento dialoga com a realidade social que atuamos ou queremos atuar, é necessário buscar sempre novos conhecimentos, assim como novas motivações, ao falar um pouco sobre sua trajetória ela disse: “O importante não é o que me motivou a fazer psicologia, mas o que me fez continuar”, nossa área é uma área social e deve servir à sociedade brasileira, é importante sair do curso não somente com um diploma ou conhecimentos “sem norte”, é necessário um posicionamento sobre quais problemáticas iremos intervir (o que já aponta a escolha de uma abordagem cujos conhecimentos dialoguem com a realidade da área de atuação), fica o questionamento: “Em que área da sociedade eu quero trabalhar?”. É bom sempre ter em mente que independente da teoria (da linha teórica que escolhemos), no final das contas, nós trabalhamos em prol da saúde psicológica e como um todo, esse é o principal objetivo.


Por: David Alves Mendes

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